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domingo, 8 de maio de 2011
O SENHOR VISHNU
O SENHOR VISHNU
- Por Anthony de Mello -
O senhor Vishnu* estava tão farto das contínuas petições do seu devoto que, um dia, apareceu diante dele e lhe disse: "Decidi conceder-lhe as três coisas que você deseja pedir-me. Depois não voltarei a atendê-lo em mais nada."
Cheio de alegria, o devoto fez o seu primeiro pedido sem pensar duas vezes. Pediu que sua mulher morresse, para que pudesse se casar com uma melhor. Seu pedido foi imediatamente atendido.
Mas, quando seus amigos e parentes se reuniram para o funeral e começaram a recordar-se das boas qualidades da finada esposa, o devoto caiu em si e conclui que havia sido um pouco precipitado. Agora reconhecia que havia sido absolutamente cego às virtudes da mulher. Por acaso, será que era mais fácil encontrar outra mulher tão boa como ela?
De maneira que, pediu ao Senhor que a ressuscitasse.
Com isso, só lhe restava um pedido a fazer. E estava decidido a não cometer um novo erro, porque, desta vez, não teria possibilidade de remediá-lo.
Pediu, então, conselho aos demais.
Alguns amigos o aconselharam a pedir a imortalidade. Mas, de que serviria a imortalidade - disseram-lhe os outros -, se não tinha saúde? E de que lhe serviria a saúde, se não tivesse dinheiro? E de lhe que serviria o dinheiro, se não tivesse amigos?...
Passaram-se os anos e ele não podia determinar o que deveria pedir: vida, saúde, riquezas, poder, ou amor?...
Por fim, suplicou ao Senhor: "Por favor, aconselha-me. O que devo pedir?"
O senhor riu ao ver os apuros do pobre homem, e lhe disse:
"Pede para que você seja capaz de contentar-se com tudo o que a vida lhe ofereça, seja lá o que for..."
- Nota de Wagner Borges: Anthony de Mello (Bombaim, 4 de Setembro de 1931 - Nova York, 2 de Junho de 1987) foi um padre jesuíta e psicoterapeuta que se tornou conhecido por seus escritos sobre espiritualidade em que mesclava a doutrina judaico-cristã aos conceitos orientais do Budismo e do Hinduísmo. Muitos de seus contos portam aquela atmosfera da sabedoria oriental, em que os ensinamentos de Buda, Krishna, e Lao-Tzé se fundem numa síntese maravilhosa com os ensinamentos de Jesus. E por essa abordagem universalista, muitos de seus escritos inspirados são citados e reproduzidos por diversos autores, seja em livros ou pela Internet.
Esse texto sobre Vishnu e os pedidos do devoto encerra uma grande lição: o ser humano não sabe o que quer realmente!
Talvez, lendo esse conto inspirado, nós possamos agradecer mais ao Senhor da vida, em lugar de ficar enchendo o seu saco divino com nossos pedidos mesquinhos e nossas ilusões sensoriais.
- Nota do texto:
* Vishnu - do sânscrito - literalmente, é o "Todo-Interpenetrante". Na trimurti hinduísta, Vishnu é um dos aspectos do Divino (Brahma, Vishnu e Shiva). É o Senhor do Amor que viaja no coração espiritual de todos os seres. Ele também é conhecido como Narayana, o protetor divino, e o seu mantra mais conhecido é Om Namo Naraya Naya. O seu bija-mantra (mantra semente) é "Hari Om".
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perito - retrato de um profissional, sem glamour
* RETIRADO DO BLOG: http://cienciacontraocrime.blogspot.com
QUARTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2011
Perito - retrato de um profissional, sem glamour
Mais uma contribuição do colega tocantinense e novo colaborador do CCC, Gilvan Nolêto. Trata-se da reprodução de um artigo por ele escrito quando da celebração do Dia do Perito (4 de dezembro) do ano passado.
Perito - retrato de um profissional, sem glamour
Quando o telefone toca, no plantão do Instituto de Criminalística, o corpo do perito plantonista emite sinais, que tanto pode ser um discreto arrepio pelo corpo ou um costumeiro friozinho no estômago. Sensações assim, se assemelham a um alerta espontâneo, de que algo ruim acaba de acontecer. Papel e caneta nas mãos, ele anota o endereço, muitas vezes, de uma tragédia. Não importa se é dia ou noite, se o tempo é de sol ou chuvoso. Começa a luta contra o relógio, pois todo perito sabe, que quanto mais ele demorar, mais longe da verdade ficará.
Com o equipamento necessário nas mãos, como uma trena métrica, uma máquina fotográfica, luvas, papel e caneta presos em uma prancheta, e uma forte dose de adrenalina, o perito vai a campo, ao encontro do inesperado. Uma perícia nunca é igual à outra. Pelo trajeto, é comum ele ser informado de que a sua presença também é necessária em outro local e mais outro... A tensão ganha maior dimensão e assim prossegue em 24 horas de sucessivas expectativas.
No local da perícia, onde o perito faz a coleta de provas, além de ter a obrigação de ser atento, detalhista, ousado, isento e ético em busca da materialização da verdade, também tem que ser fotógrafo, desenhista e por mais que se especialize ainda tem que lidar com sentimentos primitivos inerentes à humanidade. Afinal, não é fácil conviver com a dor do semelhante e muitas vezes ter que administrar surpreendentes reações familiares.
As imagens que ele vê, de corpos esmagados, cabeça ou outros membros separados do corpo, sejam de crianças ou adultos, tendem a se somar a carga de estresse, mas o perito tem que chegar bem perto para fotografar e detalhadamente, examinar, pois até as larvas transmitem informações. E ainda que use subterfúgios para driblar os fortes odores emanados dos gases e do sangue fétido que no ser humano é inigualável, não há como fugir à somatória silenciosa do estresse, embora ele não disponha de serviço de apoio psicológico específico.
Depois do plantão, quando o perito deveria dispor de folga, esse é o período que ele se dedica para atender à pressão dos prazos. Ele tem dez dias para estudar cada uma das ocorrências periciadas, fotografias, realizar cálculos, às vezes, até acompanhar a autópsia de um corpo no IML, para depois confeccionar o laudo pericial que pode resultar na condenação de um culpado, ou na absolvição de um inocente. Haja responsabilidade!
As sensações físicas ou os sinais de alerta que o perito experimenta quando o telefone toca, apenas indicam que o aspecto psicológico está abalado pela convivência com situações extremas, porém rotineiras, mas que provocam importantes dispêndios de energia psíquica. E de passagem, diga-se, o estresse tem limites!
Ao contrário do glamour exibido em seriados norte-americanos, a realidade diária de um perito é bem diferente do CSI televisivo. Se há glamour, esses profissionais ainda não descobriram, pois a silenciosa responsabilidade que os move, grita alto dentro deles.
A Criminalística é uma ciência relativamente nova, mas vem caminhando a passos largos em busca dessa solidificação científica. Com formações acadêmicas em diversos ramos da ciência, e com a aquisição de conhecimentos técnicos consagrados, os peritos tocantinenses não têm deixado a desejar.
Nesse 4 de dezembro, data em que se comemora o Dia do Perito em homenagem a um profissional mineiro que morreu enquanto realizava seu trabalho, quem não tem muito a comemorar são os 24 peritos policiais do Tocantins. Esses profissionais que executam e-x-a-t-a-m-e-n-t-e as mesmas funções dos Peritos Criminais há 17 anos, recebem 50% a menos, pelo mesmo trabalho realizado, contrariando o princípio constitucional que determina: “trabalhos iguais, vencimentos iguais”. Para eles, se a solução não tiver base Legal, não seria demais, que se fizesse Justiça!
Gilvan N. Nolêto
twitter.com/gilvannoleto
terça-feira, 28 de setembro de 2010
SINCERAMENTE - André Luiz
Compreenderá que todo sofrimento é lição, agradecendo à dor a experiência adquirida na cartilha da provação.
Preferirá ser desagradado pelos que ainda não conseguem aceitá-lo como é, do que desagradar a consciência que lhe ensina a ser melhor a cada dia que passa.
Na companhia de amigos, ou solitário, seguirá adiante sem se deixar absorver exclusivamente pelos compromissos de ordem material, lutando, a todo custo, pela emancipação íntima, reconhecendo que toda construção sólida no reino do espírito se alicerça no sacrifício.
Preferirá ser desagradado pelos que ainda não conseguem aceitá-lo como é, do que desagradar a consciência que lhe ensina a ser melhor a cada dia que passa.
Na companhia de amigos, ou solitário, seguirá adiante sem se deixar absorver exclusivamente pelos compromissos de ordem material, lutando, a todo custo, pela emancipação íntima, reconhecendo que toda construção sólida no reino do espírito se alicerça no sacrifício.
Se você sinceramente deseja acompanhar o Mestre na jornada de volta para Deus, tome a sua cruz sobre os ombros e não O perca de vista, em meio às surpresas e desafios da estrada...
(Do livro "Brilhe Vossa Luz", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier, Carlos A. Baccelli, Espíritos Diversos)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Você quer ser feliz?
Lembre-se de uma coisa: Nós podemos nunca ter o mundo do jeito que nós gostaríamos, então, nós temos que gostar dele do que jeito que é.
Osho.
Toda hora é hora para mudar.
Não se pode fazer um novo começo para o que já se foi.
Todavia, há de se fazer novos começos todas as vezes que desejarmos novos fins...
Hoje é um novo começo. O que se passou? Passou.
Arrogância ou prepotência não serão confundidas com o sentimento de amor próprio que surgirá com a nova postura.
Sofrer? Sempre, mas sofrer com alegria.
Amar? Como não? Deus nos fez assim, cedo ou tarde será inevitável um novo amor.
Superação e alegria.
Eis o lema do dia...
IAÔ
Osho.
Toda hora é hora para mudar.
Não se pode fazer um novo começo para o que já se foi.
Todavia, há de se fazer novos começos todas as vezes que desejarmos novos fins...
Hoje é um novo começo. O que se passou? Passou.
Arrogância ou prepotência não serão confundidas com o sentimento de amor próprio que surgirá com a nova postura.
Sofrer? Sempre, mas sofrer com alegria.
Amar? Como não? Deus nos fez assim, cedo ou tarde será inevitável um novo amor.
Superação e alegria.
Eis o lema do dia...
IAÔ
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O amor não tem contra-indicações!
"Temos uma vaga noção sobre o amor. Para nós, amor está relacionado ao sexo, e amar possui uma relação inconsciente com a nossa demanda afetiva ainda presa às necessidades narcísicas, ou seja, desejamos mais amor do que podemos oferecer..."
Artigo completo:
http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=23279
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Vamos discutir ou conversar?
Vamos discutir ou conversar?
:: Bel Cesar ::
Foi dada a partida: uma nova discussão teve seu início com uma sentença acusativa. Quem escuta sente-se agredido e, na maioria das vezes, responde na mesma moeda. Esse infértil debate de "quem está fazendo o que a quem" gera apenas mais indignação e desconforto. Desta forma, o que parece uma conversa, na realidade, é apenas uma descarga emocional, quer dizer, uma sequência de monólogos carregados da frustração de emoções não digeridas.
:: Bel Cesar ::
Foi dada a partida: uma nova discussão teve seu início com uma sentença acusativa. Quem escuta sente-se agredido e, na maioria das vezes, responde na mesma moeda. Esse infértil debate de "quem está fazendo o que a quem" gera apenas mais indignação e desconforto. Desta forma, o que parece uma conversa, na realidade, é apenas uma descarga emocional, quer dizer, uma sequência de monólogos carregados da frustração de emoções não digeridas.
....
Revelar ao outro nossa vulnerabilidade é saudável; o que não funciona é transferir ao outro a responsabilidade de zelar por nosso bem-estar. Quando tentamos repassar os cuidados de nossa vulnerabilidade para outro, este gradualmente perde admiração por nós, pois, inevitavelmente, irá se sentir sobrecarregado ao ter que gerir todas nossas frustrações e incapacidades, mesmo que temporariamente.
sobre a autora:
Visite o Site Email: belcesar@ajato.com.br |
domingo, 29 de agosto de 2010
Aceitar o fim
"Aceitar que tudo na existência tem um tempo de duração, - não apenas a nossa vida -, é uma lição que precisamos aplicar, a cada minuto da jornada no planeta, se quisermos deixar de sofrer.
A metáfora da morte se repete em inúmeras situações de nosso cotidiano, no emprego que já não nos faz felizes, no relacionamento que já não preenche nossa necessidade de afeto, e muitas outras circunstâncias."
Elisabeth Cavalcante
"... Enquanto você estiver com alguém, ame, pois ninguém conhece o próximo passo, e o momento da despedida chega. Se você amar alguém realmente, a despedida será bela.... Sentirá gratidão."
Osho - A Harmonia oculta.
*Do artigo de Elisabeth Cavalcante - Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
A metáfora da morte se repete em inúmeras situações de nosso cotidiano, no emprego que já não nos faz felizes, no relacionamento que já não preenche nossa necessidade de afeto, e muitas outras circunstâncias."
Elisabeth Cavalcante
"... Enquanto você estiver com alguém, ame, pois ninguém conhece o próximo passo, e o momento da despedida chega. Se você amar alguém realmente, a despedida será bela.... Sentirá gratidão."
Osho - A Harmonia oculta.
*Do artigo de Elisabeth Cavalcante - Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Nos doces braços da leitura
"O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."
( Mário Quintana )
( Mário Quintana )
sábado, 14 de agosto de 2010
Vida Simples
"Vida simples não significa pobreza ou consciência de pobreza.
Há pessoas cujas vidas miseráveis são miseráveis, que não é o ideal de vida simples.
Simplicidade significa estar livre de desejos e apegos, e extremamente feliz por dentro."
P. Yogananda
Há pessoas cujas vidas miseráveis são miseráveis, que não é o ideal de vida simples.
Simplicidade significa estar livre de desejos e apegos, e extremamente feliz por dentro."
P. Yogananda
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A habilidade de se auto-acolher após uma discussão
"O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele, mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão nossa..."
Trecho de artigo da psicóloga e psicoterapeuta Bel Cesar.
belcesar@ajato.com.br
Trecho de artigo da psicóloga e psicoterapeuta Bel Cesar.
belcesar@ajato.com.br
sábado, 19 de junho de 2010
Ser Feliz - Osho
"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.
Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há necessidade de pedi-lo.
Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade".
*Osho
Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há necessidade de pedi-lo.
Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade".
*Osho
domingo, 6 de junho de 2010
Eu Devo Perdoar
"Perdoar não significa beneficiar aquele que fez algum mal. Significa beneficiar a si mesmo, abster-se de sintonizar a freqüência das energias do ódio e desprender-se dos terríveis grilhões da mediocridade.
Odiar é muito fácil. Difícil é manter a mente sintonizada aos sublimes eflúvios emanados pelo Pai Eterno.
Ser consciência esclarecida é viajar pelas ondas do discernimento e da serenidade.
Em momentos de difíceis provações, erguer a mente ao Pai Divino equilibra o viver e dá forças para seguir em frente..."
André Luiz - RAMATIS
FONTE: Wagner Borges
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