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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prefiro a vida

Já não me encaixo em teus conceitos
Óh sociedade insana

Que vida viverei?

A própria
A que os outros cuidam
Ou a que os outros inventam

Tentarei encaixar-me em ti
Para viver preso a uma falta de sentido
Ou a um sentido sem cerne
Ou para viver como verme

Ironia ouso falar-te
Porque certamente minhas escolhas não te entrego
Como bom amigo alertou-me
Mesmo vivendo a vida sem rima
Ficarei com a poesia

Conceitos? Estou passando...
Prefiro a vida!


Omnia vincit Amor

Antes, em seguida e agora

antes
o tempo parecia não passar
dinheiro julgava não precisar
liberdade mal para andar

em seguida
o tempo ainda abundante
algumas escolhas, mesmo errante
dinheiro em falta gritante

agora
liberdade até demais
dinheiro não preocupa mais
mas sem tempo... como é que se faz?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Meu coração não é de papel

Que atire a primeira pedra
Quem nunca provou dessa moeda

Paixão descrever como amor
Perdido em seu interior

Achar que o outro é culpado
E você menos amado

Não, não menina
Meu coração não é de lata

Não é de lata meu coração
Frio e insensível tampouco são
Os meus sentimentos por sua pessoa
Que gostaria de estar numa boa

Drama já não consigo mais viver
A vida a pauladas me fez crescer
O que é, simplesmente é
Um prato não cabe em uma colher

Uma semente nasce por si
Mas logo às primeiras radículas
Necessitam de fora se nutrir

Coisa estranha dizer que se quer bem
E fortalecer discussão sem saber com quem

Difícil é começando super legal
O que esperar começando tão mal?

Não, não jogo a toalha
Estou aqui e sei o que quero
Contudo, ser motivo de sofrimento
Jamais me passou pelos pensamentos

Quero sim ter o pé no chão e viver
Em paz, em paz, em paz

Por isso a você eu aviso
O que mais nutre é o sorriso

Contudo, o que fazer
Para assim merecer
Um belo sorriso voltar
Os nossos semblantes alegrar

Sei que por ti sinto doçura
Doçura feito mel
Mas nunca se esqueça
Meu coração não é de papel

Não, não é de papel o meu coração
É de sangue quente como um leão

De que vale espinho sem flor?
Tampouco imagino sacrifício sem amor



Que a Paz de Deus nos acompanhe!
Para todo o sempre, Amém.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Casulo





com a ajuda de Ma-Thi
que é todo coração
venho refletir o que vem
perturbar a paz e o bem

queria mesmo era um casulo
para tantas bobeiras não passar
se palavra vale pouco ou muito
por que tantas desperdiçar?

o que sinto importa menos?
o que erro importa mais?
besteira é besteira
e deve ficar para trás!

certo é
que romântico hoje
é um chato sem galocha
e sem rima

ao público vim e disse
o que muito ouvi dizer ser maluquice
por isso aqui desabafo a tristeza
de não ir dormir com tua beleza

casulo da vida não há nesse momento
mas depois de sua ligação
vou dormir pensando em casamento

♥

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ninguém é de ninguém

Até onde chega o limite?
até que ponto está o limiar?

quando é a hora
de respeitar
de esperar

ou, melhor, de nada esperar

impossível, nesse grau, nada nada esperar
depois de tanto ter que aguardar

como voltar o que se foi e gostar do que ainda não foi?

sinceramente, ser demais não satisfaz?

então, ser de menos não é dos pequenos??

sempre fui, desde que me lembro, apaixonado por tudo que me entrego
e se me entreguei a ti
por que seria diferente?

mais vale poucos minutos bem vividos
do que séculos sem nada aproveitar

eu aqui
milhas e milhas mais próximo
e deito-me a conversar com as teclas
e não com ti
por quem bom tempo esperei

pena é sentir
que o encanto parece ter fugido de nós

e nesse desencanto
espero aprender como ser melhor

talvez atingir o equilíbrio
e finalmente entender

que ninguém é de ninguém


pax tecum.

domingo, 8 de maio de 2011

Nunca deixe de aprender

tempo já que aprendi
a indecisão gera a confusão

quando certo, me vejo a refletir
que pena do que houve
do que teria errado ali

na incerteza, me pego perdido
ou, pelo menos, sem saber onde estou
atordoada cabeça de quem tanto errou

chorar não mais é a solução
e mesmo assim, esforço-me a sorrir

não, não é de dor minhas palavras
mas de certo tormento
que gostaria de jogar no vento

mas como a brisa
pega-me desapercebido
com a flecha do cupido

descubro para meu desassossego
que a volta dos que não foram
tampouco quis fazer as malas agora

botado para fora
bate à porta como outrora

suplico a mim mesmo
pois só de determinação depende

chega de saudade
o que quero é felicidade

estou onde deveria estar
já ensinou o Mestre Xavier

pois não estando aqui, muito pensei
sentir-me-ia como um rei

rei do reinado de mim mesmo
sabendo o que penso, o que sinto, o que faço

mas que mérito teria
se não sofresse com alegria?

estou aqui, aqui estou
seguindo assim, assim eu vou

alegria alegria
toda alvorada traz um novo dia

agora é cuidar
para saber que devo amar
e não deixar no chão
a fidelidade ao meu coração

dizem que o começo da história é o casamento
será que só assim terminaria o tormento?



que a Paz de Deus banhe a todos
Homini Pax.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novo ano Novo eu

Há tempo travei
Bloqueado estive desde a despedida daquele que ainda não nasceu.
Isso por meados do Janeiro que se passou. Que alguns acreditam ser o começo de novo ano.
Não eu.

Para mim novo ano nasce em Abril.
Onde minha trilha se abre e novos conceitos são estabelecidos.
Hoje quero só tirar a poeira, que me travou, que embassou, e bloqueou as palavras que vinham e que insistiam não serem escritas por demasiada angustia e sofrimento dos acontecimentos e sentimentos vividos.

Hoje, o ano começa. Depois do carnaval, depois do temporal.
Novo ano, novo eu
O amor, só o Divino agora interessa-me.

Vontade de voltar à Floresta de Juramidã.
Contudo, a trilha é à frente.
Atrás apenas lições.

Que venha o mundo
Pois de bubuia a alegria será minha resposta.

Paz a todos e todas

Saudades de meu sangue
Que parece precisar mais de mim do que nunca
E eu mais deles do que jamais imaginei

Trabalhar Correr Nadar Lutar
Rezar Jejuar Meditar Cantar
Conversar Escrever Ler Obedecer

Ó Mãe Divina, Pai Celestial
Venham assim me renovar!

Paz e bem
Amém!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Domando pensamentos e Rogando a São Francisco



Penso, logo existo
Existiu, logo penso

Foi intenso, convenhamos.
Por isso, continuo pensando

Tento bons pensamentos cultivar
E doces palavras falar

Pego-me a pensar no que não é mais
E a arrepender-me do que não foi

Encontro-me como anjo decaído e assistido por afetuosas entidades
Questiono: fora um erro?

Se errado fui, confesso: foi um belo erro!
Se errado continuo sendo, rogo: Clemência! Clareia o norte desse Teu filho, óh Pai Onipotente!

 "Aos que crêem, nenhuma palavra é preciso; aos que não crêem, nenhuma palavra é possível".

Eu creio Senhor! Isso basta?
Dai-me força e limpa minha alma!
Torne dócil o meu coração para que seja digno de Tua alegria novamente.

Com o grande Mestre São Francisco
Terei certo encontro
Que no dia de hoje se homenageia
E os pensamentos clareia

Amar mais que ser amado
Mais entender que ser entendido
Enquanto não encontro Santa Clara
Que eu imite São Francisco


Homini Pax.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Chega de saudade


Chega de saudade

Não como na música de Tom
Pois sem ela há paz e há beleza
E a tristeza
Só atinge a quem deixa ser atingido

Por que sofrer por um único ser humano?
Se há mais de 5 bilhões de outros tão importantes quanto...

Ainda lembrando da poesia de Tom
Se ela voltasse, mais do que uma linda coisa, seria uma coisa louca

Livre - penso, reflito, revivo e agradeço
Sonhando com seus lindos olhos verdes olhando pra mim
Penso não só na tulipa
Mas também na rosa e outras flores que ora cultivara em meu jardim

Deslumbro um girassol que parece ter vindo irradiar
Que mesmo distante, alegra e reanima
Mas pego-me a ansiar por uma flor no país das maravilhas
Que infelizmente não terá cultivo em meu jardim

Pois poucas são as flores que podem florir por aqui
Caliente, muy caliente
Diria a maioria delas
Por isso, devo me retirar e admirá-las em seus sítios

Retiro a crosta de preconceito
Para manter viva a chama de linda amizade
Que entre iguais nasceu
Mas que por diferentes é vista

A vida é bela
Veja o Sol de dentro da água
Sinta a energia após o Kampô
Ficar sozinho também tem seu valor

O abraço desinteressado de um amigo
O sorriso saudoso de uma mãe
Sinta como é querido
Isso sim, não tem preço

Dever cumprido
Não há do que se arrepender
Agora é ir de bubulha
E deixar a vida viver!



Que a paz de Deus nos acompanhe!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Liberdade

"Não é livre o homem que não se dá o direito de ficar tempo sem nada fazer".
autor desconhecido.


Não há como pensar em liberdade se não assumimos nossa colheita. Não podemos crer que na vida aja apenas coleta.

Em tempo: uma coisa coletada é aquela que pegamos sem termos plantado - de forma extrativista. Uma coisa colheitada é aquela que é fruto de nosso plantio.
Certo que podemos até coletar determinados sofrimentos e felicidades na vida, o que não deixará de ser colocado na balança na hora do 'acerto de contas'.
Mas, o mais certo é que a vida trata-se de colheita, daquilo que fazemos, daquilo que fizemos, daquilo que pensamos ou desejamos, ou daquilo que deixamos de realizar.

Imprimir nos outros a responsabilidade pelo que aconteceu, da forma "você não me entende", "você não me ajuda", "você não me ama", "você não me trata bem", entre outras, é algo espiritualmente imaturo e que mostra nossa limitação em compreender as lições Divinas para o nosso progresso.

O sofrimento poderia nunca ser um mal, caso compreendêssemos a razão pela qual estamos naquele ponto.
É um atraso sem dúvida quando imprimimos a responsabilidade fora de nós mesmos.
Cada um é responsável pela sua jornada. Algo elementar e muito simplório de perceber como Verdade.

O aprendizado (mais trabalhoso) é realizar isso em nosso ego. O que é muitas vezes evidenciado como notório fracasso nos piores momentos, quando temos raiva, rancor e ódio, muitas vezes daqueles que chegamos a amar como parte de nós mesmos certo momento do caminho.

Muitas vidas passamos. Se tudo fosse durar toda uma vida, quantas mais teríamos que reviver para colhermos tudo o que precisamos?

Não é porque acabou que não foi bom.
Não é porque foi bom que não devia ter acabado.

Não é porque o rancor minguou que o amor ressurgiu.
O amor sempre existiu e não acabará.
Estava impossibilitado de apresentar-se por tantas nebulosas emoções, mas estava lá.
Em um dia nublado, o Sol continua a brilhar.

Quero ser livre lato sensu.
Hoje sou livre restricto sensu.

O que adianta ter liberdade na matéria e não no pensamento?
Tenho lá minhas dúvidas.
O que sei é que deixar fluir os desígnios de Deus é a forma mais sensata no aprendizado necessário.

Voltar a Ti Senhor é o que mais anseio!
Mas, na medíocridade de minha prisão nessa mula, ainda desejo um carinhoso abraço de uma formosa e perfumada flor após um açaí gelado.

No tempo, virá.



Homini Pax.

domingo, 8 de agosto de 2010

Você

Ainda com o seu perfume em mim
Desejo que não tivesse sido assim

Que linha tênue ardilosa
Faz brotar tantas palavras maldosas

Raiva brotada do amor

Ou da falta desse
Ou do que seria a não compreensão
Do que te fala o outro coração

Conquistar se impondo
Resistir se abrindo
Negar incentivando
Nutrir desacreditando

Quem cometera mais paradoxos?

Certo que não fora caso à toa
Disso tudo gerou muita coisa boa

Mas o fim fora anunciado
Por vezes o tempo dele trocado

Prorrogando o inevitável
Para ter-se mais considerável

Considerável carinho
Considerável o sonho
De uma família
Quem sabe um dia?

Sentira o meu corpo mais leve
Quando pronunciara "nunca mais"

Em instantes o medo
Será que é um segredo?

A carência à porta
Mas o que isso importa?

Se a linha foi cruzada
E você não é mais a minha amada.


Rogo a Deus para que limpe
O que em mim ficara
Dessa escuridão que entrei
Com as palavras que pronunciara

Raiva eu senti
Momentos eu vivi
Certo de que errei
Errado porque não fiquei

Fácil seria
Voltar à alegria

Mas a faca fora usada do errado lado
Você não me fez novamente o seu amado

Agora limpo da baixeza
Deixo passar a tristeza
E nessa leveza
grito: mas que beleza!

Finalmente livre!
Posso rogar a sua felicidade
Que não será ao meu lado
Mas quiçá de algum abençoado

Não imagina como te quero bem
Bem longe de mim

Para assim me livrar
E apenas lembrar
Que o que tenho que fazer
É simplesmente amar

Eu devo amar

Confesso te amei
E porque muito errei
Não fui o seu rei

Tampouco perdoei
O que passei
Sem explicação do que não compreendi
Não fui capaz de sorrir

Longe de ti, eu sou eu

E agradeço
O que talvez não mereço

Obrigado a você

Que me fez sofrer
E não mais querer

Assim convicto
Não corro o risco
De na carência
Achar que fiz demência

"Nunca mais" está registrado

Serei forte
Para não procurar
Aquela que me fez chorar

O ponto final onde "nós" começou
Para mostrar que todo mundo errou

Você pra lá
Eu pra cá
É assim que vai ficar

Que sejas feliz
Pois eu, sou um eterno aprendiz


Homini Pax.

sábado, 24 de abril de 2010

Aprender a se amar

Com o coração quebrado
E os olhos inchados
Grito silenciosamente
Nessa noite quente

Fino é o fio
Que separa os sentimentos
Dois extremos tão diferentes
Tomam conta da gente

Amor é muito bom
Raiva nem tanto
Mas de um para o outro
É um pulo, um espanto

Não há como entender
O sorriso desaparecer
Por motivo qualquer
Importante não é

Mas importante se tornou
Quando o orgulho falou
E por falta de um simples "desculpe"
O caldo entornou

Agora sozinho
Aprender a se amar
Para segurar
Esse grande pesar

Quantos sonhos
Quantas promessas
Como uma coisa dessa
Apareceu nessa pressa?

Tudo acumulou
Por isso estourou
E forte não há
Que segure o desamor

O silêncio grita
Liberdade não
O que queria mesmo
Era um simples aconchego

O caminho não é fácil
Mas as escolhas se minguaram
Então peço força
Para enfrentar esse aprendizado

Aprender a se amar
Novamente sendo testado
Se o que me importa mesmo
É tão somente o Bem-Amado.


Homini Pax

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Inconstâncias e incertezas

Sob novo olhar
Me pego a errar
Impossível doutrinar
Esse jegue teimoso

Nas ruas e nos campos
A luz vai distante
Por onde voltar
A ser um verdadeiro amante?

Amante da vida
E dos ensinamentos
Que meu Mestre me dá
Para o meu entendimento

Ingrato sempre fui
Ou pelo menos devo ter sido
Para ter merecido
Cair nesse turbilhão

Não deixe de aprender
Ele me lembra
Mas inconstante esqueço
E por isso mereço

Mereço as incertezas
Por não saber ouvir
A quem me norteia
Para poder sorrir

Rimas pobres e feias
Não sei mais escrever
Expor ou esconder
Ou simplesmente viver

Ser ou não ser
Escrever ou não
O importante na verdade
É sair desse turbilhão



Homini Pax.