quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prefiro a vida

Já não me encaixo em teus conceitos
Óh sociedade insana

Que vida viverei?

A própria
A que os outros cuidam
Ou a que os outros inventam

Tentarei encaixar-me em ti
Para viver preso a uma falta de sentido
Ou a um sentido sem cerne
Ou para viver como verme

Ironia ouso falar-te
Porque certamente minhas escolhas não te entrego
Como bom amigo alertou-me
Mesmo vivendo a vida sem rima
Ficarei com a poesia

Conceitos? Estou passando...
Prefiro a vida!


Omnia vincit Amor

2 comentários:

Miolo de Pote disse...

Não... não me entregue
mais do que já entregou
à própria poesia...

Sim... alimente a vida,
acrescente rimas
acerte no que miras...

Entre um extremo e outro
ouça atento o que daqui ouço
"e não tem mais nada negro amor"
em paz... meu amigo longinquo...

Thiago Silva disse...

nada mais negro vejo
meu, arriscaria a ousadia de dizer, amado amigo

a luz só existe com dois pólos
assim tb às vezes o negativo nos chega para completar algo a ser entendido

longínquo ainda sim
contudo por pouco tempo
esse mês ao lar regresso
sempre em paz
sempre em busca de paz

grande abraço querido!
agradecido fico por suas 'adubações'...