terça-feira, 1 de junho de 2010

IML e o Coração

É incrível como nos sentimos conectados com seres humanos que nunca tivemos qualquer contato. A proximidade da espécie nos identifica como iguais e, pelo menos para mim, é relativamente fácil imaginar-me passando pelo sofrimento alheio. Hoje, de plantão, escuto lágrimas e rangeres de dente. Lamentação e inconformismo por aqueles que, diferentemente do esperado, sucumbiram em tragédia muitas vezes inexplicável. A passagem desse para um plano menos denso é natural e esperada por todos. Contudo, quando ela ocorre de um acontecimento inesperado, pode-se classificar como tragédia, motivo de grande sofrimento. Acidentes acontecem. E dão audiência nos telejornais. Crimes nunca hão de se extinguir nesse planeta. E exercem grande atração na grande população. Ter contato com cadáveres é relativamente fácil. Matéria inerte. O difícil é o contato com o sofrimento daqueles que nessa separação ficam nesse planeta. Mãe que vê o corpo de seu filho, imaginando que nunca mais há de beijá-lo com carícias. Esposa que não terá mais o aconchego de seu amado... Filha que não verá mais o seu pai... E assim, as relações tão íntimas e cúmplices encerram-se sem nem ao menos um tempo para despedidas... Separar em matéria não é fácil. Hoje, mais do que nunca, eu sei disso. É árduo e gera uma dor extrema no coração... Todavia, a separação da matéria é muito mais penosa. Nunca mais haverá a chance de pedir um perdão, de ganhar um beijão, ou de simplesmente admirar o sono daquele que tanto se amou... A relação passa a ser unilateral. A raiva não mais faz sentido. O dinheiro de nada mais vale. Tudo não chega perto da vontade de um último sorriso. Para aqueles que ficam, ainda há tempo de corrigir muito das nossas limitações temporárias, do nosso orgulho, da nossa fraqueza, daquilo que nos atrasa ao caminho da plena paz. Que Deus receba àqueles que talvez nem sabem que já não estão em matéria. E que possa encher de força e fé o coração daqueles que aqui permanecem nesse vale de lágrimas. Amém. Homini Pax. Perdão Eu te amo Perdoe maus sentimentos, pensamentos e ações Perdoe os erros e ofensas Perdoe as culpas e ressentimentos Não há culpa Não é necessário reviver o sofrimento Não é preciso saber o porquê É preciso AMAR Sinto muito Perdoe-me Amo-te Sou eternamente grato

3 comentários:

Vi Scheiner disse...

É muito difícil o desprendimento e a aceitação. Há de se ter muita força e fé para que tudo isso passe da escuridão para a luz...

Continue escrevendo sempre!

Bjs

Norma Villares disse...

Prazer em te conhecer!
Gostei de seu blog. Muito bonito.
Este livro do Yogananda que você está lendo, não é a auto biografia integral.
Procure, a edição da SELF.
Abraço

Thiago Silva disse...

Oi Norma! Mejda é editado pela SRF também. É uma biografia de Yoganandaji escrita por um de seus irmãos.

paz e tudo de bom!!