sábado, 24 de abril de 2010

Aprender a se amar

Com o coração quebrado
E os olhos inchados
Grito silenciosamente
Nessa noite quente

Fino é o fio
Que separa os sentimentos
Dois extremos tão diferentes
Tomam conta da gente

Amor é muito bom
Raiva nem tanto
Mas de um para o outro
É um pulo, um espanto

Não há como entender
O sorriso desaparecer
Por motivo qualquer
Importante não é

Mas importante se tornou
Quando o orgulho falou
E por falta de um simples "desculpe"
O caldo entornou

Agora sozinho
Aprender a se amar
Para segurar
Esse grande pesar

Quantos sonhos
Quantas promessas
Como uma coisa dessa
Apareceu nessa pressa?

Tudo acumulou
Por isso estourou
E forte não há
Que segure o desamor

O silêncio grita
Liberdade não
O que queria mesmo
Era um simples aconchego

O caminho não é fácil
Mas as escolhas se minguaram
Então peço força
Para enfrentar esse aprendizado

Aprender a se amar
Novamente sendo testado
Se o que me importa mesmo
É tão somente o Bem-Amado.


Homini Pax

Um comentário:

Vi Scheiner disse...

"De Repente (Vinícius de Morais)

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente".



E voltamos a ser o que sempre fomos: seres únicos no espaço e no tempo... E o amor a si é o bem mais necessário nesse momento: é urgente!